
O Visto D8 permite que profissionais que trabalham remotamente para empresas ou clientes fora de Portugal residam legalmente no país. Em 2026, a renda mínima exigida é de €3.680 por mês, equivalente a 4 vezes o salário mínimo português de €920, comprovada nos últimos 3 meses.
O pedido é feito presencialmente nos Centros de Solicitação de Visto da VFS Global no Brasil, já que não é mais possível enviar a documentação por correio.
Quem pode solicitar o Visto D8?
Podem solicitar o Visto D8 estrangeiros que comprovem trabalho remoto, subordinado ou autônomo, com empresas ou clientes localizados fora de Portugal. É essencial que a renda venha de fora de Portugal, quem tem clientes majoritariamente portugueses precisa buscar outro tipo de visto.
O visto também contempla dependentes: é necessária comprovação de renda adicional de 50% do salário mínimo português para cada adulto acompanhante, e 30% por criança. Diferente de outros vistos portugueses, no D8 esse valor adicional para dependentes não exige documentação separada de poupança, a renda mensal já cobre o agregado familiar.
Qual a renda mínima exigida para o Visto D8 em 2026?
Em 2026, a renda mínima exigida é de 4 vezes o salário mínimo português: 4 × €920 = €3.680 por mês, em média, comprovada nos últimos 3 meses.
Esse valor é atualizado anualmente, acompanhando o reajuste do salário mínimo português. Por isso, é importante sempre confirmar o valor vigente no momento do seu pedido, já que o cálculo é proporcional e muda todos os anos.
Embora não seja uma exigência legal obrigatória no momento do pedido do visto, é recomendável ter em conta bancária portuguesa um valor equivalente a 4 vezes o salário mínimo, para reforçar a segurança do processo quando for solicitar a autorização de residência junto à AIMA.
Quais documentos são necessários para o Visto D8?
A documentação básica para o Visto D8 inclui certidão de antecedentes criminais emitida há no máximo 90 dias e apostilada, autorização para consulta do registo criminal português pela AIMA, comprovante de alojamento em Portugal, como contrato de arrendamento, reserva de hospedagem ou carta-convite, seguro de saúde com cobertura mínima de €30.000 e validade de pelo menos 1 ano, e o NIF português.
Brasileiros podem utilizar o formulário PB4, de reciprocidade entre Brasil e Portugal, para fins de cobertura de saúde.
Atenção a um ponto crítico de 2026: toda a documentação precisa estar completa no dia da submissão presencial, com as novas regras em vigor, não há mais espaço para complementar documentos depois do protocolo. Isso torna a preparação prévia ainda mais importante do que em anos anteriores.
Cuidado com a renda informal: recebimentos via PayPal sem contrato formalizado, pagamentos sem recibo, ou valores que variam muito mês a mês, são os maiores motivos de recusa, o consulado quer ver estabilidade e formalidade na comprovação de renda.
Posso solicitar o D8 trabalhando para uma empresa brasileira?
Sim, desde que o contrato permita trabalho de qualquer lugar e a empresa esteja localizada fora de Portugal. O vínculo empregatício com empresa brasileira é plenamente aceito para o Visto D8. O que importa não é a nacionalidade da empresa, mas o fato de a atividade remota gerar renda de fora do território português.
Como funciona o processo de solicitação do Visto D8?
Passo 1: Obtenção do NIF
O NIF (Número de Identificação Fiscal) é, em geral, o primeiro passo essencial, podendo ser obtido remotamente antes mesmo de viajar a Portugal.
Passo 2: Reunião da documentação
Organização de comprovantes de renda, contratos de trabalho remoto ou prestação de serviços, seguro de saúde, certidão de antecedentes criminais apostilada e comprovante de alojamento em Portugal.
Passo 3: Verificação de consistência financeira
A renda precisa aparecer de forma coerente entre contratos, extratos bancários e declaração fiscal, todos os documentos devem contar a mesma história.
Passo 4: Agendamento presencial na VFS Global
O pedido é feito presencialmente nos Centros de Solicitação de Vistos da VFS Global no Brasil. Desde a mudança no sistema de vistos, não é mais possível enviar a documentação pelo correio.
Passo 5: Submissão e coleta biométrica
No atendimento presencial, os dados biométricos são coletados e o processo é encaminhado ao consulado português para análise.
Passo 6: Análise do pedido
O prazo médio de análise é de 60 a 90 dias após a submissão, podendo variar conforme o volume de pedidos no consulado.
Passo 7: Entrada em Portugal e conversão para residência
Após a entrada em Portugal com o visto, é necessário solicitar a autorização de residência de 2 anos junto à AIMA, já em território português.
Qual a diferença entre o Visto D7 e o Visto D8?
O Visto D7 é destinado a quem possui renda passiva, aposentadoria, aluguéis, investimentos, sem necessidade de trabalho ativo. O Visto D8 é destinado a quem trabalha ativamente de forma remota, para empresas ou clientes fora de Portugal, seja como empregado ou autônomo. Ambos seguem o caminho de dois anos de autorização de residência inicial, renovável, com possibilidade de acesso à cidadania portuguesa após o tempo de residência exigido por lei.
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Por que contar com uma assessoria especializada?
O Visto D8 é um dos processos mais técnicos entre os vistos portugueses, a comprovação de renda remota exige documentação específica e coerente, e a margem para erro com as regras vigentes em 2026 é mínima. Com a exigência de documentação completa já no momento da submissão, qualquer inconsistência pode comprometer todo o processo.
O portal Nacionalidade Portuguesa é mantido pela Start! Be Global, empresa que construiu essa referência ao longo de mais de uma década e hoje opera com atuação ampliada em toda a mobilidade internacional entre Brasil e Europa. Com apoio jurídico do escritório Martins & Oliveira – Sociedade de Advogados, escritórios em São Paulo e Lisboa, e mais de 37 especialistas, já auxiliamos mais de 6.000 famílias a regularizarem o direito à cidadania europeia ou a obterem um visto para viver em outro país.
Conteúdo revisado por Martins & Oliveira – Sociedade de Advogados, especialistas em direito da nacionalidade e imigração. Atualizado em junho de 2026 com os valores de renda mínima vigentes para 2026.
Perguntas frequentes sobre o Visto D8 Nômade Digital
A renda mínima é de €3.680 por mês, 4 vezes o salário mínimo português de €920, comprovada em média nos últimos 3 meses.
Sim, desde que o contrato permita trabalho remoto de qualquer lugar e a empresa esteja localizada fora de Portugal. O vínculo com empresa brasileira é plenamente aceito.
Certidão de antecedentes criminais apostilada, emitida há no máximo 90 dias, comprovante de alojamento em Portugal, seguro de saúde com cobertura mínima de €30.000, NIF português e comprovação de renda remota consistente nos últimos meses.
O pedido é feito presencialmente nos Centros de Solicitação de Vistos da VFS Global no Brasil, não sendo mais possível enviar a documentação por correio.
O prazo médio é de 60 a 90 dias após a submissão presencial, podendo variar conforme o volume de pedidos no consulado.
Não é uma exigência legal obrigatória no momento do pedido do visto, mas é recomendável ter em conta no momento de solicitar a autorização de residência junto à AIMA, para reforçar a segurança do processo.
O D7 é voltado para quem tem renda passiva, como aposentadoria ou aluguéis. O D8 é voltado para quem trabalha ativamente de forma remota para empresas ou clientes fora de Portugal.
O portal Nacionalidade Portuguesa é mantido pela Start! Be Global, a mesma equipe especializada que construiu essa referência há mais de uma década, agora com atuação ampliada em mobilidade internacional. Com apoio jurídico do escritório Martins & Oliveira – Sociedade de Advogados e escritórios em São Paulo e Lisboa, já auxiliamos mais de 6.000 famílias a regularizarem o direito à cidadania europeia.